- Tipo
- História e cultura
- Região
- Centro e Lapa
- Acesso gratuito
- Sim
- Exige trilha ou subida a pé
- Não
O Cais do Valongo é um antigo cais de pedra na Zona Portuária do Rio, entre as ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral. Foi ali que desembarcou a maior parte dos africanos escravizados trazidos para o Rio no início do século XIX. Em julho de 2017, o sítio arqueológico foi inscrito na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, por ser considerado o único vestígio material da chegada de africanos escravizados nas Américas, segundo a Wikipédia.
É um lugar de memória, e não uma atração de lazer. Vale a visita para entender a história do Rio e do Brasil.
O que aconteceu no Valongo
Até a década de 1770, os africanos escravizados desembarcavam perto da atual Praça XV e eram vendidos na antiga Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março. Em 1774, o vice-rei transferiu esse mercado para a região do Valongo, longe das ruas principais da cidade.
O cais foi construído em 1811 e funcionou até 1831, quando o tráfico transatlântico foi proibido por pressão da Inglaterra. Nesses vinte anos, desembarcaram ali entre 500 mil e um milhão de africanos, vindos principalmente de Angola e da África Centro-Ocidental e Oriental, segundo a Wikipédia. Depois da proibição, o tráfico continuou de forma clandestina por outros portos.
Enterrado duas vezes
Em 1843, o cais foi coberto por um aterro para a construção de um novo ancoradouro, o Cais da Imperatriz, feito para o desembarque da princesa Teresa Cristina, futura mulher de D. Pedro II. No início do século XX, com a reforma urbana do prefeito Pereira Passos, os dois cais desapareceram sob novos aterros.
Em 2011, as escavações das obras de revitalização da Zona Portuária encontraram os dois ancoradouros, um sobre o outro. Junto a eles apareceram amuletos e objetos de culto originários do Congo, de Angola e de Moçambique, segundo a Wikipédia. O Iphan e a prefeitura prepararam a candidatura à UNESCO, aprovada em 2017. Em novembro de 2023, o local ganhou nova sinalização e uma escultura em memória, segundo a Wikipedia em inglês.
A Pequena África
Entre 1850 e 1920, a região em torno do antigo cais foi ocupada por africanos e afrodescendentes, escravizados e libertos, de várias nações. O sambista e pintor Heitor dos Prazeres chamou a área de Pequena África. Ela abrange os bairros da Saúde, da Gamboa e do Santo Cristo, segundo a Wikipédia.
Foi nessa região que se reuniram músicos ligados às origens do samba. O símbolo desse encontro é a Pedra do Sal, a poucos minutos a pé do cais, considerada o núcleo simbólico da Pequena África.
Como visitar
O sítio arqueológico fica a céu aberto na Praça Jornal do Comércio, na Zona Portuária. As pedras do cais ficam abaixo do nível da rua e podem ser vistas do entorno, com placas explicativas.
- Respeito: é um lugar ligado à dor de milhões de pessoas. Fotografe com discrição.
- De dia: visite com luz do dia e emende com outros pontos da região.
- Caminhada: a Praça Mauá, com o Museu de Arte do Rio, e o Museu do Amanhã ficam na mesma Zona Portuária, ligada pelo Boulevard Olímpico.
Para a história da cidade, leia também história do Rio de Janeiro.
Dicas práticas
- O sítio fica a céu aberto e pode ser visto do entorno, sem ingresso.
- Leia as placas explicativas antes de fotografar: é um lugar de memória.
- Combine com a Pedra do Sal e a Praça Mauá, na mesma região.
Perguntas frequentes
Por que o Cais do Valongo é Patrimônio Mundial?
Porque é considerado o único vestígio material da chegada de africanos escravizados nas Américas. Foi inscrito na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em julho de 2017, segundo a Wikipédia.
Quantas pessoas desembarcaram no Cais do Valongo?
Entre 1811 e 1831, entre 500 mil e um milhão de africanos escravizados desembarcaram ali, segundo a Wikipédia.
O que é a Pequena África?
É o nome dado pelo sambista e pintor Heitor dos Prazeres à região portuária, nos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, onde viveram africanos e afrodescendentes escravizados e libertos entre 1850 e 1920.
Precisa pagar para ver o Cais do Valongo?
O sítio arqueológico fica numa praça pública, a Praça Jornal do Comércio, e pode ser visto do entorno.
Combine com
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Acesso livre Centro e Lapa Pedra do Sal A rocha com degraus escavados no bairro da Saúde, ligada às origens do samba carioca e às rodas de samba ao ar livre. Ver detalhes -
Crianças Centro e Lapa Museu do Amanhã Um museu de ciências sobre o futuro do planeta, num prédio de Santiago Calatrava à beira da Baía de Guanabara. Ver detalhes -
Acesso livreCrianças Centro e Lapa Boulevard Olímpico e Praça Mauá O passeio à beira da Baía de Guanabara que nasceu com a renovação do porto, com o mural Etnias e a Praça Mauá. Ver detalhes